<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Menina dos Olhos</title>
	<atom:link href="http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 09 Jul 2010 22:05:02 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.5</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>And all I really want, is some justice&#8230;</title>
		<link>http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/2010/07/08/and-all-i-really-want-is-some-justice/</link>
		<comments>http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/2010/07/08/and-all-i-really-want-is-some-justice/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 00:12:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/?p=117</guid>
		<description><![CDATA[
A pior sensação do mundo é saber que seu futuro depende do caráter de alguém.
Sempre defendi que somos senhores do nosso destino, porque é nisso que quero acreditar. Achar que tudo depende de um Deus e seus motivos particulares e desconhecidos é muito cômodo, mas não serve pra mim.
No entanto, também defendo a ideia de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-119" title="outofthebox" src="http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/wp-content/uploads/2010/07/Untitled-1.jpg" alt="outofthebox" width="434" height="265" /></p>
<p>A pior sensação do mundo é saber que seu futuro depende do caráter de alguém.</p>
<p>Sempre defendi que somos senhores do nosso destino, porque é nisso que quero acreditar. Achar que tudo depende de um Deus e seus motivos particulares e desconhecidos é muito cômodo, mas não serve pra mim.</p>
<p>No entanto, também defendo a ideia de que devemos sempre questionar nossas verdades, pois elas se tornam paradigmas difíceis de se libertar. E aqui estou eu questionando&#8230;</p>
<p>Sabe aquela cena de filme em que o mocinho fica de mãos atadas e sofre a maior das injustiças? Em alguns minutos de cinema ele da a volta por cima e vence.</p>
<p>Na vida real, não acontece assim. Geralmente nos vemos de mãos atadas e dependemos da decisão de alguém, e do caráter que o levará a tomar essa decisão. Tudo o que podemos fazer é lidar com essa situação da melhor forma que encontrarmos.</p>
<p>Porque uma coisa cruel e muito verdadeira é que ninguém nunca te prometeu um mundo justo, então por que você insiste em cobrar justiça?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/2010/07/08/and-all-i-really-want-is-some-justice/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Torne-te quem tu és&#8230;</title>
		<link>http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/2010/06/20/torne-te-quem-tu-es/</link>
		<comments>http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/2010/06/20/torne-te-quem-tu-es/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Jun 2010 01:45:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/?p=109</guid>
		<description><![CDATA[
Ok, vou falar em Nietzsche novamente. Mas é impossível não lembrar de Nietzsche quando se observa a humanidade.
Recebi um desses emails de protesto que rodam pela internet e que você nunca sabe se são reais. Abri porque a pessoa que me enviou era confiável e porque poderia me perguntar pelo email mais tarde e eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CVmGBoPx6Ms&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/CVmGBoPx6Ms&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p>Ok, vou falar em Nietzsche novamente. Mas é impossível não lembrar de Nietzsche quando se observa a humanidade.<br />
Recebi um desses emails de protesto que rodam pela internet e que você nunca sabe se são reais. Abri porque a pessoa que me enviou era confiável e porque poderia me perguntar pelo email mais tarde e eu não queria dizer que ignorei. Então abri descompromissadamente. Quando dei por mim, percebi que se tratava de um grupo de rapazes que torturavam gatos.<br />
<span id="more-109"></span><br />
Entendi isso lá pela terceira ou quarta imagem e deviam haver muitas outras pois até a imagem que vi eu só pude deduzir o que eles faziam e o corpo do email se desculpava pelas imagens chocantes. Fechei imediatamente.</p>
<p>Quem me conhece sabe que sou apaixonada por gatos e, mais do que isso, sabe que tenho um coração mole para animais, embora seja rígida com seres-humanos. Não participo de grupos de proteção aos animais nem apoio movimentos que denunciam tortura simplesmente porque não tenho estômago nem mesmo para ouvir falar a respeito.</p>
<p>Mas naquele dia fui pêga de surpresa e sem aviso. O email não explicava com antecedência, o que considero, aliás, uma falta grave. Meu estômago revirou, tive ânsia de vômito e passei mal o resto do dia. Isso sem nem mesmo ver as imagens realmente chocantes.</p>
<p>O que me leva ao meu ponto de sempre: seres humanos. Em sua essência, são perversos. São maus por natureza. A psicologia ensina que crianças são cruéis, porque ainda não têm consciência do certo ou errado, do bom ou ruim. Consciência apenas controla as pessoas, não as modifica. Já dizia Nietzsche, toda motivação é vil.</p>
<p>Você pode estar se perguntando: se ela pensa isso da humanidade, então se inclui no pacote, não?<br />
Quer saber? Depois do primeiro momento de choque, fiquei pensando nesses rapazes. Imaginei que eram meus vizinhos e que um dia eu os descobriria. E imaginei como poderia torturá-los, devagar, talvez repetir a mesma tortura que eles infrigiram aos gatos, talvez pior. Tudo bem, faria isso por um motivo, talvez muitos me apoiariam, diriam que estou certa, veriam apenas uma vingança justa, mas sabe a verdade?  Sentiria prazer com o sofrimento deles.</p>
<p>Ora, pensando bem, somos iguais, não?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/2010/06/20/torne-te-quem-tu-es/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Síndrome Julieta</title>
		<link>http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/2010/04/17/sindrome-julieta/</link>
		<comments>http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/2010/04/17/sindrome-julieta/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 17 Apr 2010 03:06:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/?p=102</guid>
		<description><![CDATA[
A maior parte das mulheres que conheço parecem sofrer de uma síndrime de Julieta. E sim, eu já tive uma crise Julieta e aprendi muito com ela.
O que é síndrome Julieta? A mulher que se apaixona pelo cara errado. E morre por ele. Não entenda aqui errado apenas como o canalha, mas também aquele que, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/EeJ7cDk_l9k&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/EeJ7cDk_l9k&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>A maior parte das mulheres que conheço parecem sofrer de uma síndrime de Julieta. E sim, eu já tive uma crise Julieta e aprendi muito com ela.<span id="more-102"></span></p>
<p>O que é síndrome Julieta? A mulher que se apaixona pelo cara errado. E morre por ele. Não entenda aqui errado apenas como o canalha, mas também aquele que, por algum motivo muito, mas muito forte, não pode estar do seu lado, mesmo te amando&#8230;</p>
<p>E você arma um plano de fuga em que o cara entende tudo errado e acaba se ferrando e você, então, movida por uma miopia característica da síndrome, acha que seu mundo também se &#8220;ferrou&#8221; e decide se matar em nome do amor&#8230;</p>
<p>Ora, nós não temos controle sobre quem vamos nos apaixonar, mas temos ESCOLHAS. Se o motivo é realmente forte, entenda que a maior e mais importante lição está bem clara no vídeo acima: você conhecerá muitos outros rapazes para se apaixonar&#8230;</p>
<p>Ah, não venha dizer que eu sou pouco romântica ou que Nietzsche virou minha cabeça&#8230; entenda que a sua crença em um amor único e imortal capaz de valer toda a sua vida é, na verdade, uma verdadeira bobagem criada por Hollywood. An? Não acredita? Observe. Fomos criados pela TV, assim como também o foram nossos pais. Fomos praticamente criados pelos grandes heróis e amores eternos de hollywood, novelas globais, seriados&#8230; e internalizamos de tal forma aquele mundo que passamos a acreditar nele como real. E construímos uma sociedade doente, carente e sem sentido onde os casamentos já não duram mais e a estrutura familiar que antes conhecíamos se desfez &#8211; Não que essa estrutura fosse boa, que fique claro&#8230;</p>
<p>Acontece que quando nos relacionamos com alguém e vivemos um relacionamento real, toda a aventura desaparece. O relacionamento real não é impossível, chocante, emocionante o tempo todo. Ele é real. Assim, quando conhecemos o homem dos nossos sonhos e pelos motivos mais inimagináveis não podemos ficar com ele, acreditamos piamente que se trata do amor de nossas vidas&#8230; porque esse sim se parece com aquele romance que aprendemos a acreditar ser real&#8230; esse sim é Hollywood&#8230; e lá na frente terá uma reviravolta espetacular que fará todos ao seu redor chorarem de emoção&#8230;<br />
Ó&#8230; a parte da reviravolta nunca acontece, já percebeu? Ou às vezes acontece e aí, depois do &#8220;viveram felizes para sempre&#8221; começa a vida de verdade, e perde o encanto.</p>
<p><img class="size-medium wp-image-103 alignnone" title="romeo-juliet" src="http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/wp-content/uploads/2010/04/romeo-juliet-300x196.jpg" alt="romeo-juliet" width="462" height="300" /></p>
<p>Pois então, entenda: Julieta era uma mulher tremendamente estúpida.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/2010/04/17/sindrome-julieta/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Toda Motivação é Egoísta</title>
		<link>http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/2010/03/10/toda-motivacao-e-egoista/</link>
		<comments>http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/2010/03/10/toda-motivacao-e-egoista/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 18:52:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/?p=97</guid>
		<description><![CDATA[Nietzsche &#8211; e acredito que outros pensadores também, diz que não amamos uma pessoa, mas sim o bem estar que o amor nos causa. Amamos o desejo, amamos o estado de paixão.  Ainda para Nietzsche, toda motivação é egoísta.
Claro como água, um pensamento praticamente óbvio.
No auge dos meus doze anos costumava dizer que se um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-98" src="http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/wp-content/uploads/2010/03/knuttz_ueba_14-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" />Nietzsche &#8211; e acredito que outros pensadores também, diz que não amamos uma pessoa, mas sim o bem estar que o amor nos causa. Amamos o desejo, amamos o estado de paixão.  Ainda para Nietzsche, toda motivação é egoísta.</p>
<p>Claro como água, um pensamento praticamente óbvio.</p>
<p>No auge dos meus doze anos costumava dizer que se um dia eu amasse uma pessoa e essa pessoa estivesse ao meu lado, eu seria capaz de enfrentar qualquer coisa. Naquela época, como podem ver, ninguém havia me contado ainda que esse tipo de sentimento não existe. Mas, não é fácil perceber que o meu encanto era tão e somente pelos benefícios que o amor poderia causar a mim mesma?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/2010/03/10/toda-motivacao-e-egoista/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Estratégia Empresarial e Pessoas</title>
		<link>http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/2010/03/01/90/</link>
		<comments>http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/2010/03/01/90/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 19:31:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dia a Dia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/?p=90</guid>
		<description><![CDATA[
Essa semana estive com uma amiga que trabalha em grandes organizações. E durante nossa conversa ela me deu uma curta aula sobre estratégia empresarial.
No meio do assunto eu percebi que tudo o que ela falava servia tanto para as organizações gigantescas com as quais ela trabalha, quanto para nós, reles mortais e nossas vidas. Vou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-91 alignnone" title="calvinharodotira" src="http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/wp-content/uploads/2010/03/calvinharodotira2951.gif" alt="calvinharodotira" width="530" height="172" /></p>
<p>Essa semana estive com uma amiga que trabalha em grandes organizações. E durante nossa conversa ela me deu uma curta aula sobre estratégia empresarial.</p>
<p>No meio do assunto eu percebi que tudo o que ela falava servia tanto para as organizações gigantescas com as quais ela trabalha, quanto para nós, reles mortais e nossas vidas. Vou transcrever aqui trocando empresas por &#8220;pessoas&#8221; ou &#8220;nós&#8221; ou &#8220;você&#8221; e vejam que boas dicas&#8230;<br />
<span id="more-90"></span><br />
Ela bateu em um ponto diversas vezes: estratégias são sempre circunstanciais, ou seja, servem para aquele momento, aquela pessoa e aquele problema. É claro que as lições do passado irão influenciar, mas a estratégia será montada só naquele momento, não dá pra guardar uma fórmula. Pensar que existe uma única maneira de resolver um problema é criar um paradgma e ser escravo dele&#8230;</p>
<p>Outra coisa que pode ser útil: decisões acertadas são tomadas através de informação. Você só toma uma boa decisão se tiver informação suficiente. Portanto, antes de uma decisão, procure saber tudo o que conseguir a respeito da situação.</p>
<p>Existem quatro forças agindo em uma pessoa. Duas internas: fraquezas e forças, das quais você tem total controle e pode manipular conforme a situação. E duas externas: oportunidades e ameaças, das quais você não tem o menor controle e deve apenas estar preparado pra enfrentar. Concentre-se em suas forças para não perder oportunidades e sobreviver a ameaças. E procure minimizar sempre suas fraquezas.</p>
<p>Bem, é isso.</p>
<p>Allice</p>
<p><em>[vivendo e aprendendo...]</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/2010/03/01/90/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Tempo e Movimento</title>
		<link>http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/2010/03/01/tempo-e-movimento/</link>
		<comments>http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/2010/03/01/tempo-e-movimento/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 19:23:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/?p=86</guid>
		<description><![CDATA[Mesmo que você se culpe e sofra por certas coisas, ainda tem aquela sensação de que pode ser melhor, que a vida pode ser diferente, que existem algumas arestas para aparar, que tem coisas deixadas de lado que precisam da sua atenção.
Nós nos angustiamos demais tentando achar respostas que simplesmente não virão. É então que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-87" title="tempo" src="http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/wp-content/uploads/2010/03/knuttz_ueba_33-300x240.jpg" alt="tempo" width="300" height="240" />Mesmo que você se culpe e sofra por certas coisas, ainda tem aquela sensação de que pode ser melhor, que a vida pode ser diferente, que existem algumas arestas para aparar, que tem coisas deixadas de lado que precisam da sua atenção.</p>
<p>Nós nos angustiamos demais tentando achar respostas que simplesmente não virão. É então que você começa a prestar atenção em outras coisas, a se dedicar a elas e aquele problema que você tirou do seu foco de repente se dissolve bem na sua frente.<span id="more-86"></span></p>
<p>Penso que quando estamos angustiados, ficamos meio míopes, escravos daquela situação. Ela parece ainda maior e insolúvel.</p>
<p>Infelizmente (e eu acho isso muito irritante), é preciso de um tempo. Se eu pudesse iria até o inferno pra arrancar a angústa de mim, faria o que fosse preciso, qualquer coisa. Mas aprendi que a única saída é conviver com ela, esperar as coisas se movimentarem.</p>
<p>Allice<br />
<em>[Aprendendo com o passado e lembrando de coisas que gostaria de esquecer.]</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/2010/03/01/tempo-e-movimento/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Narrativas e Personagens</title>
		<link>http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/2010/02/23/narrativas-e-personagens/</link>
		<comments>http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/2010/02/23/narrativas-e-personagens/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 19:14:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Narrativa]]></category>
		<category><![CDATA[Personagens]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/?p=24</guid>
		<description><![CDATA[
Eu ainda não tinha me dado conta do quanto uma narrativa é complexa. Quando comecei a escrever não pensava na importância do narrador. Escrevia quase de forma jornalística, tentando ser o mais neutra possível ao contar uma história. E nunca me aventurei na primeira pessoa.
Agora que amadureci muito como &#8220;criadora&#8221;, tenho uma noção da importância [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-70" title="rackham_alice" src="http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/wp-content/uploads/2010/02/rackham_alice.jpg" alt="rackham_alice" width="277" height="198" /></p>
<p>Eu ainda não tinha me dado conta do quanto uma narrativa é complexa. Quando comecei a escrever não pensava na importância do narrador. Escrevia quase de forma jornalística, tentando ser o mais neutra possível ao contar uma história. E nunca me aventurei na primeira pessoa.</p>
<p>Agora que amadureci muito como &#8220;criadora&#8221;, tenho uma noção da importância dessa escolha para a relação entre leitor e personagens. Depois de definir as características dos meus personagens centrais, escolher o estilo e a linguagem narrativa se tornou uma tortura.<span id="more-24"></span></p>
<p>Estudei muitos personagens que considero fortes, bem trabalhados, na tentativa de entender como foram construídos. Percebi que a narrativa em primeira pessoa é uma estratégia bem eficiente para torná-los mais próximos do leitor, mas não era uma opção viável pra mim.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-69" title="a_insustentavel_leveza_do_ser" src="http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/wp-content/uploads/2010/02/a_insustentavel_leveza_do_ser.jpg" alt="a_insustentavel_leveza_do_ser" width="131" height="200" />Foi então que me deparei com Milan Kundera em &#8220;A insustentável leveza do ser&#8221;. Um livro que já havia lido &#8211; e gostado bastante. Revendo suas páginas agora com os olhos de uma &#8220;pesquisadora&#8221;, percebi que ele se coloca na história como um personagem também. É um narrador com opinião, que começa o texto discutindo a ideia de Nietzsche sobre o Eterno Retorno. Um narrador vivo, que conhece melhor que ninguém os personagens da história e se mostra inteiramente confiável, criando um laço forte com o leitor e ainda assim, em terceira pessoa.</p>
<p>Perfeito. Mais uma etapa vencida.</p>
<p>Allice&#8230;<br />
<em>[Alice ainda não conhece ninguém na cidade e passa a maior parte do tempo criando sua história]</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/2010/02/23/narrativas-e-personagens/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A Angústia das Manhãs</title>
		<link>http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/2009/11/18/a-angustia-das-manhas/</link>
		<comments>http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/2009/11/18/a-angustia-das-manhas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 14:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dia a Dia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/?p=10</guid>
		<description><![CDATA[Primeiro dia.

E como era de se esperar, ainda não estou preparada para escrever.

Meu termômetro são as manhãs. Você acorda com uma sensação profunda de paz e minutos após os pensamentos trazem de volta a angústia como o estouro de uma represa ou uma avalanche montanha abaixo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-16" title="rorschach" src="http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/wp-content/uploads/2009/11/rorschach.jpg" alt="rorschach" width="171" height="431" />Primeiro dia.</p>
<p>E como era de se esperar, ainda não estou preparada para escrever.</p>
<p>Meu termômetro são as manhãs. Você acorda com uma sensação profunda de paz e minutos após os pensamentos trazem de volta a angústia como o estouro de uma represa ou uma avalanche montanha abaixo.</p>
<p>Já venci momentos assim,  sei que a única saída é o tempo.  Ah&#8230; o tempo, esse vilão disfarçado de herói. Eu não tenho tempo! Não quero gastar parte da minha vida &#8220;esperando&#8221; que algo aconteça.</p>
<p>A angústia requer movimento, ela pede que se faça algo. É a angústia que move o mundo, que impele as pessoas a mudarem suas vidas e as coisas ao seu redor. E foi ela que me impeliu a mudar tudo, absolutamente tudo.</p>
<p>E agora que estou aqui,  é muito estranho. Sinto como se nada estivesse diferente. As coisas que nunca mais verei, as pessoas que deixei pra trás, parece que estarão lá quando eu chegar!</p>
<p>Hoje, caminhando nas ruas que ainda não conheço, lentamente como quem não tem aonde ir, fiquei observando as pessoas. Todas pareciam medíocres, adestradas em uma rotina que lhes dão uma falsa segurança. Tentei ouví-las, encontrei apenas reclamações. Odeiam seus empregos, odeiam a vida que levam, e se portam como grandes vítimas do universo. Como é simples ser vítima, como é fácil simplesmente aceitar e apostar as fichas no tempo e em um tal deus de quem a ajuda sempre virá, mas nunca chega.</p>
<p>Foi então que fiquei surpresa a me perguntar: quando foi que me tornei uma mera observadora? Quando foi que passei a odiar tanto a humanidade? Poderia escrever sobre isso? Sobre seres humanos melhores? Ou seres humanos como são&#8230;? Esses pensamentos me levaram direto ao diário de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rorschach_(Watchmen)" target="_blank">Rorschach</a> e aos textos de Alan Moore. Saldo do primeiro dia: já sei por onde começar a explorar&#8230;</p>
<p>À noite, em casa, tomei uma garrafa de vinho em poucos minutos, lutando inutilmente contra meus pensamentos. Eu decidi deixar muita coisa para trás, jogar fora, esquecer, fechar portas, abandonar. Mas constatei horrorizada que estão todas aqui comigo&#8230;</p>
<p>Allice&#8230;<br />
<em>[Primeiro dia, estaca zero]</em></p>
<p><a href="http://blip.fm/~gimfa"><img class="alignnone size-full wp-image-15" title="blip" src="http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/wp-content/uploads/2009/11/blip.jpg" alt="blip" width="70" height="28" /></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dayeneoliveira.com/meninadosolhos/2009/11/18/a-angustia-das-manhas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
