And all I really want, is some justice…

Jul 08 2010

outofthebox

A pior sensação do mundo é saber que seu futuro depende do caráter de alguém.

Sempre defendi que somos senhores do nosso destino, porque é nisso que quero acreditar. Achar que tudo depende de um Deus e seus motivos particulares e desconhecidos é muito cômodo, mas não serve pra mim.

No entanto, também defendo a ideia de que devemos sempre questionar nossas verdades, pois elas se tornam paradigmas difíceis de se libertar. E aqui estou eu questionando…

Sabe aquela cena de filme em que o mocinho fica de mãos atadas e sofre a maior das injustiças? Em alguns minutos de cinema ele da a volta por cima e vence.

Na vida real, não acontece assim. Geralmente nos vemos de mãos atadas e dependemos da decisão de alguém, e do caráter que o levará a tomar essa decisão. Tudo o que podemos fazer é lidar com essa situação da melhor forma que encontrarmos.

Porque uma coisa cruel e muito verdadeira é que ninguém nunca te prometeu um mundo justo, então por que você insiste em cobrar justiça?

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Torne-te quem tu és…

Jun 20 2010

Ok, vou falar em Nietzsche novamente. Mas é impossível não lembrar de Nietzsche quando se observa a humanidade.
Recebi um desses emails de protesto que rodam pela internet e que você nunca sabe se são reais. Abri porque a pessoa que me enviou era confiável e porque poderia me perguntar pelo email mais tarde e eu não queria dizer que ignorei. Então abri descompromissadamente. Quando dei por mim, percebi que se tratava de um grupo de rapazes que torturavam gatos.
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Síndrome Julieta

Apr 17 2010

A maior parte das mulheres que conheço parecem sofrer de uma síndrime de Julieta. E sim, eu já tive uma crise Julieta e aprendi muito com ela. Continue Reading »

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Toda Motivação é Egoísta

Mar 10 2010

Nietzsche – e acredito que outros pensadores também, diz que não amamos uma pessoa, mas sim o bem estar que o amor nos causa. Amamos o desejo, amamos o estado de paixão.  Ainda para Nietzsche, toda motivação é egoísta.

Claro como água, um pensamento praticamente óbvio.

No auge dos meus doze anos costumava dizer que se um dia eu amasse uma pessoa e essa pessoa estivesse ao meu lado, eu seria capaz de enfrentar qualquer coisa. Naquela época, como podem ver, ninguém havia me contado ainda que esse tipo de sentimento não existe. Mas, não é fácil perceber que o meu encanto era tão e somente pelos benefícios que o amor poderia causar a mim mesma?

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Estratégia Empresarial e Pessoas

Mar 01 2010

calvinharodotira

Essa semana estive com uma amiga que trabalha em grandes organizações. E durante nossa conversa ela me deu uma curta aula sobre estratégia empresarial.

No meio do assunto eu percebi que tudo o que ela falava servia tanto para as organizações gigantescas com as quais ela trabalha, quanto para nós, reles mortais e nossas vidas. Vou transcrever aqui trocando empresas por “pessoas” ou “nós” ou “você” e vejam que boas dicas…
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Tempo e Movimento

Mar 01 2010

tempoMesmo que você se culpe e sofra por certas coisas, ainda tem aquela sensação de que pode ser melhor, que a vida pode ser diferente, que existem algumas arestas para aparar, que tem coisas deixadas de lado que precisam da sua atenção.

Nós nos angustiamos demais tentando achar respostas que simplesmente não virão. É então que você começa a prestar atenção em outras coisas, a se dedicar a elas e aquele problema que você tirou do seu foco de repente se dissolve bem na sua frente. Continue Reading »

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Narrativas e Personagens

Feb 23 2010

rackham_alice

Eu ainda não tinha me dado conta do quanto uma narrativa é complexa. Quando comecei a escrever não pensava na importância do narrador. Escrevia quase de forma jornalística, tentando ser o mais neutra possível ao contar uma história. E nunca me aventurei na primeira pessoa.

Agora que amadureci muito como “criadora”, tenho uma noção da importância dessa escolha para a relação entre leitor e personagens. Depois de definir as características dos meus personagens centrais, escolher o estilo e a linguagem narrativa se tornou uma tortura. Continue Reading »

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A Angústia das Manhãs

Nov 18 2009

rorschachPrimeiro dia.

E como era de se esperar, ainda não estou preparada para escrever.

Meu termômetro são as manhãs. Você acorda com uma sensação profunda de paz e minutos após os pensamentos trazem de volta a angústia como o estouro de uma represa ou uma avalanche montanha abaixo.

Já venci momentos assim,  sei que a única saída é o tempo.  Ah… o tempo, esse vilão disfarçado de herói. Eu não tenho tempo! Não quero gastar parte da minha vida “esperando” que algo aconteça.

A angústia requer movimento, ela pede que se faça algo. É a angústia que move o mundo, que impele as pessoas a mudarem suas vidas e as coisas ao seu redor. E foi ela que me impeliu a mudar tudo, absolutamente tudo.

E agora que estou aqui,  é muito estranho. Sinto como se nada estivesse diferente. As coisas que nunca mais verei, as pessoas que deixei pra trás, parece que estarão lá quando eu chegar!

Hoje, caminhando nas ruas que ainda não conheço, lentamente como quem não tem aonde ir, fiquei observando as pessoas. Todas pareciam medíocres, adestradas em uma rotina que lhes dão uma falsa segurança. Tentei ouví-las, encontrei apenas reclamações. Odeiam seus empregos, odeiam a vida que levam, e se portam como grandes vítimas do universo. Como é simples ser vítima, como é fácil simplesmente aceitar e apostar as fichas no tempo e em um tal deus de quem a ajuda sempre virá, mas nunca chega.

Foi então que fiquei surpresa a me perguntar: quando foi que me tornei uma mera observadora? Quando foi que passei a odiar tanto a humanidade? Poderia escrever sobre isso? Sobre seres humanos melhores? Ou seres humanos como são…? Esses pensamentos me levaram direto ao diário de Rorschach e aos textos de Alan Moore. Saldo do primeiro dia: já sei por onde começar a explorar…

À noite, em casa, tomei uma garrafa de vinho em poucos minutos, lutando inutilmente contra meus pensamentos. Eu decidi deixar muita coisa para trás, jogar fora, esquecer, fechar portas, abandonar. Mas constatei horrorizada que estão todas aqui comigo…

Allice…
[Primeiro dia, estaca zero]

blip

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